O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal, manifestou apoio público à indicação de Jorge Messias para uma vaga na Corte. Em publicação nas redes sociais neste domingo (12), o magistrado destacou a atuação do atual advogado-geral da União e rebateu críticas direcionadas ao nome escolhido.
Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Messias é o candidato para ocupar a cadeira deixada por Luís Roberto Barroso. Para assumir o posto, ele ainda precisa passar pela sabatina no Senado, marcada para o dia 29 de abril, e obter ao menos 41 votos favoráveis.
Na manifestação, Gilmar Mendes ressaltou o papel desempenhado por Messias à frente da Advocacia-Geral da União, especialmente em temas ligados à defesa institucional do país. Segundo o ministro, o atual AGU teve atuação relevante em disputas envolvendo interesses nacionais e também em ações no próprio Supremo, incluindo debates sobre a responsabilização de plataformas digitais.
O decano do STF afirmou ainda que o indicado reúne condições para exercer o cargo com equilíbrio e responsabilidade, destacando sua experiência e trajetória no serviço público. A avaliação ocorre em meio a críticas e questionamentos que surgiram após o anúncio da indicação.
O processo de aprovação segue em tramitação no Senado. O senador Weverton Rocha foi designado relator do caso na Comissão de Constituição e Justiça, onde será realizada a sabatina. Após essa etapa, caberá ao plenário da Casa decidir, em votação secreta, pela confirmação ou rejeição do nome.
A indicação de Messias levou meses para ser formalizada e foi marcada por negociações políticas. Durante esse período, o próprio candidato intensificou articulações com parlamentares em busca de apoio suficiente para viabilizar sua aprovação.
Com carreira construída no serviço público desde 2007, Jorge Messias integra o governo desde o início do atual mandato presidencial e é considerado um nome próximo ao chefe do Executivo. Sua eventual chegada ao Supremo ocorre em um momento de forte atenção sobre o equilíbrio institucional e o papel da Corte em temas sensíveis da agenda nacional.






