O crescimento do mercado de capitais brasileiro tem ampliado a demanda por empresas responsáveis pela infraestrutura que sustenta as operações financeiras. Inserida nesse cenário, a ID CTVM alcançou a marca de R$ 50 bilhões em ativos sob administração e custódia, consolidando sua atuação em um segmento essencial para o funcionamento da indústria de investimentos.
Fundada em outubro de 2020, a instituição reúne atualmente mais de 550 fundos de investimento e ultrapassa 9 mil contas abertas. Desde sua criação, vem expandindo sua atuação por meio de uma estrutura que combina administração fiduciária, custódia, escrituração, controladoria, distribuição e soluções bancárias em uma plataforma integrada.
A evolução da companhia ocorre em paralelo ao fortalecimento do crédito privado e dos fundos estruturados, que ganharam protagonismo como alternativas de financiamento para empresas e opções de diversificação para investidores. Esse movimento também elevou a necessidade de processos cada vez mais robustos, capazes de assegurar conformidade regulatória, transparência e eficiência operacional.
Enquanto a rentabilidade dos investimentos costuma concentrar a atenção do mercado, existe uma ampla estrutura responsável por garantir que todas as operações ocorram dentro das normas estabelecidas. Administradores fiduciários, custodiantes e escrituradores exercem papel fundamental nesse processo, assegurando a governança dos fundos e a proteção dos investidores.
Os números da indústria refletem esse momento de expansão. Em 2025, os fundos de investimento encerraram o ano com patrimônio líquido de R$ 10,7 trilhões, crescimento de 15% na comparação anual. Nos primeiros cinco meses de 2026, a captação líquida chegou a R$ 188,2 bilhões, levando o patrimônio do setor para perto de R$ 11 trilhões.
Entre os segmentos que mais cresceram estão os fundos estruturados. Os Fundos de Investimento em Participações (FIPs) registraram captação líquida de R$ 60,1 bilhões, enquanto os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) somaram R$ 57,6 bilhões, ampliando sua relevância no financiamento da economia brasileira.
Para Paulo Viesti, diretor da ID CTVM, esse novo momento exige uma infraestrutura capaz de acompanhar a complexidade das operações. Segundo ele, tecnologia, eficiência operacional e aderência às normas regulatórias passaram a ser fatores indispensáveis para garantir segurança e confiança ao mercado.
A importância desse trabalho tornou-se ainda maior após a entrada em vigor da Resolução CVM 175, que atualizou as regras dos fundos de investimento. Com a nova regulamentação, os administradores fiduciários ampliaram suas responsabilidades, assumindo funções estratégicas relacionadas à governança, ao controle operacional, à escrituração de cotas, ao atendimento aos investidores e à supervisão do cumprimento das regras de cada fundo.
Segundo Lidiane dos Santos, diretora da ID CTVM, a infraestrutura deixou de ser apenas um suporte técnico para se tornar um diferencial competitivo. Na avaliação da executiva, a evolução do mercado exige processos sólidos e integração entre todos os participantes envolvidos nas operações.
Foi com essa proposta que a companhia desenvolveu um modelo capaz de atender diferentes etapas da cadeia de investimentos em uma única estrutura. Além da administração fiduciária e da custódia, a empresa reúne serviços de controladoria, escrituração, distribuição, soluções bancárias e atendimento a investidores não residentes.
Como as operações envolvem gestores, consultores, investidores, empresas e desenvolvedores, a ID CTVM também investiu na criação de um ecossistema digital formado por plataformas conectadas entre si.
O Portal do Cotista oferece acesso a documentos, posições e informes. Já o Portal do Gestor concentra informações sobre as operações e o passivo dos fundos. O Cadastro do Investidor digitaliza o processo de abertura de contas, enquanto o Portal do Desenvolvedor disponibiliza APIs para integração de sistemas. A estrutura ainda inclui os portais do Consultor, IDSF, Nota Comercial e Cobranças.
De acordo com Lidiane dos Santos, o objetivo foi criar um ambiente integrado, no qual cada participante tenha acesso às funcionalidades necessárias para sua rotina sem perder a conexão entre todas as informações da operação.
O avanço da companhia também acompanha o fortalecimento do crédito privado. Instrumentos como debêntures, Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), FIDCs e Notas Comerciais passaram a ocupar posição cada vez mais estratégica tanto para empresas quanto para investidores.
Os FIDCs ampliaram sua presença em diversos segmentos econômicos, incluindo agronegócio, saúde, educação, tecnologia e energia. Já as Notas Comerciais ganharam impulso após as mudanças promovidas pela Lei nº 14.195/2021. Segundo dados da ANBIMA, as emissões desse instrumento atingiram R$ 9 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 31,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Na avaliação de Rodrigo Balassiano, diretor da ID CTVM, empresas passaram a enxergar novas alternativas para captar recursos, enquanto investidores incorporaram o crédito privado como uma classe de ativos estratégica para diversificação das carteiras.
Para atender essa demanda, a instituição desenvolveu uma solução voltada às emissões de Notas Comerciais, reunindo tecnologia, suporte especializado e intermediação em uma estrutura única.
Segundo Saudir Filimberti, diretor da ID CTVM, a iniciativa busca tornar essas operações mais simples e acessíveis, reduzindo a complexidade dos processos sem abrir mão da segurança operacional.
A expectativa para os próximos anos é que o desenvolvimento do mercado de capitais seja impulsionado não apenas pelo crescimento do volume de negócios, mas também pelo aperfeiçoamento da infraestrutura que sustenta essas operações. Transparência, governança, integração tecnológica e rastreabilidade devem ganhar cada vez mais importância.
Para a ID CTVM, investir em uma infraestrutura integrada significa permitir que gestores direcionem sua atenção às estratégias de investimento, enquanto toda a operação é conduzida com foco em eficiência, segurança e conformidade regulatória.







