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Medo de ficar de fora: como a FOMO pode afetar autoestima, sono e qualidade de vida

Psicóloga alerta que necessidade constante de acompanhar o que os outros fazem pode provocar ansiedade e insatisfação

by Marina Roveda
agosto 20, 2026
in Saúde
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Medo de ficar de fora: como a FOMO pode afetar autoestima, sono e qualidade de vida

Foto: Magnific

Uma viagem, a festa para a qual não foi convidado, o encontro dos amigos, uma conquista profissional ou aquela rotina aparentemente perfeita. Bastam alguns minutos nas redes sociais para surgir a impressão de que as pessoas estão aproveitando mais a vida. Por trás desse incômodo pode estar a FOMO, sigla em inglês para Fear of Missing Out, expressão que significa “medo de ficar de fora” ou de estar perdendo alguma coisa, em tradução livre.

Segundo a psicóloga da Hapvida, Verônica Lima, a FOMO não é uma doença ou um diagnóstico clínico específico, mas um fenômeno comportamental contemporâneo que pode provocar sofrimento e interferir na rotina. “É aquela sensação de que as outras pessoas estão vivendo experiências melhores ou mais interessantes. Isso pode provocar ansiedade, insatisfação e uma necessidade excessiva de acompanhar o que os outros estão fazendo”, explica.

As redes sociais podem potencializar esse comportamento. Afinal, como ressalta a psicóloga, o que aparece na tela geralmente é uma seleção de bons momentos: viagens, festas, conquistas profissionais, relacionamentos felizes, corpos considerados perfeitos e experiências que parecem extraordinárias. A exposição frequente a esses recortes, pode favorecer comparações e contribuir para uma percepção negativa da própria realidade, afirma Verônica.

“Quando comparamos a nossa vida inteira com os melhores momentos que alguém escolheu publicar, essa comparação torna-se injusta. A pessoa pode começar a acreditar que está ficando para trás ou que sua vida não é suficientemente interessante, mesmo que aquilo que é apresentado nas redes seja apenas uma pequena parte da realidade do outro”, destaca a profissional.

Quando o medo de ficar de fora afeta a saúde

Verônica Lima alerta que o problema ganha maior dimensão quando a necessidade de acompanhar o que acontece nas redes começa a interferir no dia a dia. Ansiedade, irritabilidade, dificuldade de concentração, frustração, baixa autoestima e sensação de inadequação podem surgir ou se intensificar.

Os impactos também podem ser físicos, pontua ela. O hábito de permanecer conectado até tarde, por exemplo, pode prejudicar a qualidade do sono e provocar cansaço e sonolência durante o dia. Já a ansiedade associada à necessidade constante de acompanhar as mídias sociais pode estar relacionada a manifestações como tensão muscular, dores de cabeça, palpitações e desconfortos gastrointestinais.

Outro sinal de alerta é a dificuldade de aproveitar o momento presente. A psicóloga dá o exemplo: a pessoa está em uma confraternização, em família ou descansando, mas continua verificando o celular para saber o que está acontecendo em outros lugares.

“É importante observar quando estar conectado deixa de ser uma escolha e passa a ser uma necessidade que gera angústia. Conferir o celular repetidamente, sentir ansiedade quando não consegue acessar as redes ou perceber prejuízos no sono, nos relacionamentos, no trabalho ou nos estudos são sinais que merecem atenção”, orienta ela.

Como reduzir a FOMO e ter uma relação mais saudável com as redes

Diminuir a FOMO não significa necessariamente abandonar as redes sociais. Verônica sugere estabelecer períodos longe das telas, evitar o celular próximo ao horário de dormir, silenciar notificações e reduzir a exposição a perfis e conteúdos que despertam comparações negativas como algumas atitudes que podem contribuir para uma relação mais saudável com o ambiente digital.

Ela pontua também que é importante fortalecer as experiências fora das telas e lembrar que as redes sociais mostram apenas uma parcela da vida das pessoas.

“Não precisamos participar nem saber de tudo ou estar disponíveis o tempo inteiro. É importante reconhecer os próprios limites e entender que não estar em determinado lugar ou não acompanhar tudo o que acontece não significa estar perdendo algo”, completa a psicóloga.

Reconhecer esses sinais é também entender quando a relação com as redes deixou de ser saudável e quando já é hora de buscar ajuda profissional.

Sobre a Hapvida

Com mais de 80 anos de experiência, a Hapvida é hoje a maior empresa de saúde integrada da América Latina. A companhia, que possui mais de 77 mil colaboradores, atende quase 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia espalhados pelas cinco regiões do Brasil.

Todo o aparato foi construído a partir de uma visão voltada ao cuidado de ponta a ponta, a partir de 85 hospitais, 74 prontos atendimentos, 364 clínicas médicas e 309 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial, além de unidades especificamente voltadas ao cuidado preventivo e crônico. Dessa combinação de negócios, apoiada em qualidade médica e inovação, resulta uma empresa com os melhores recursos humanos e tecnológicos para os seus clientes.

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Marina Roveda

Marina Roveda

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