A experiência relatada por Carolina mostra como pequenas mudanças nos recursos assistivos podem interferir diretamente na autonomia do eleitor. Joelson Dias observa que a avaliação dedicada dessas experiências poderá indicar novos caminhos para o desenvolvimento de tecnologias que ampliem a independência das pessoas com deficiência durante a votação.
A acessibilidade eleitoral, no entanto, não se restringe ao direito de votar. Dias destaca que os direitos políticos também incluem o direito de ser votado, o que exige condições para que pessoas com deficiência possam participar das disputas eleitorais como candidatas. O número de candidatos com deficiência praticamente não se alterou entre 2022 e 2026: foi de 476 para 499
As barreiras de acessibilidade nas eleições também foram discutidas no Senado. Em 3 de setembro, um mês antes do primeiro turno, a Comissão de Direitos Humanos (CDH) realizou audiência pública sobre as condições de participação das pessoas com deficiência no processo eleitoral. Entre os pontos levantados estavam a capacitação de mesários, o atendimento em Libras, a acessibilidade cognitiva e a adequação de locais de votação.
Autor do requerimento para o debate, o senador Flávio Arns (PSB-PR) destacou que, apesar das iniciativas já adotadas pelos tribunais eleitorais, ainda há medidas a aperfeiçoar. Segundo o senador, as contribuições da sociedade devem orientar esse processo, especialmente as experiências de quem enfrenta as barreiras. Ele informou que encaminharia ao TSE a transcrição da audiência, acompanhada das observações e propostas dos participantes, para que fossem avaliadas e, quando possível, implementadas.





