
Redação Publicado em 16/03/2025, às 20:08
No dia 14 de março de 2024, as famílias de Marielle Franco e Anderson Gomes, vítimas de um brutal assassinato ocorrido em 2018, vivenciaram um momento significativo, pois a Justiça brasileira finalmente condenou os responsáveis pelo crime: os ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz. Na sexta-feira (14), as famílias poderão passar pela data sem a incansável trajetória de busca por respostas.
O assassinato da vereadora carioca Marielle Franco e de seu motorista ocorreu em uma noite trágica de 2018, quando o veículo em que estavam foi alvo de uma emboscada na região central do Rio de Janeiro, sendo atingido por treze disparos. Desde então, a busca pela verdade e pela justiça se intensificou, especialmente após a transferência do caso da Polícia Civil para a Polícia Federal em 2023, o que possibilitou novas investigações e levou ao envolvimento de figuras políticas influentes.
Recentemente, o deputado federal Chiquinho Brazão, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro Domingos Brazão e o ex-chefe da Polícia Civil Rivaldo Barbosa foram denunciados no Supremo Tribunal Federal (STF). Esses indivíduos são apontados como mandantes do crime, com investigações indicando que a motivação estava relacionada ao impacto da atuação parlamentar de Marielle sobre seus interesses ilegais em áreas dominadas por milícias. O delegado Barbosa é acusado de manipular informações para proteger os autores do crime.
A prisão dos réus foi autorizada pelo STF em março de 2024, um passo importante na luta por justiça, que continua a ressoar nas vozes da população. Além das acusações contra os irmãos Brazão, outros envolvidos também foram processados. Entre eles está o major Ronald Paulo de Alves Pereira, acusado de monitorar Marielle antes do assassinato, e Robson Calixto Fonseca, que supostamente forneceu a arma utilizada no crime. Todos negam as acusações.
As condenações dos executores Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz ocorreram em outubro de 2024, com Lessa recebendo uma pena total de 78 anos e 9 meses, e Queiroz sendo condenado a 59 anos e 8 meses. A Justiça também já havia responsabilizado Rodrigo Ferreira, conhecido como Ferreirinha, e a advogada Camila Nogueira por obstrução da Justiça no caso. Ambos foram sentenciados a quatro anos e meio de prisão cada um.
O caso Marielle Franco se tornou um símbolo da luta contra a impunidade no Brasil. Com o avanço das investigações e as recentes condenações, espera-se que mais respostas surjam sobre os responsáveis não apenas pela execução do crime, mas também por sua concepção.





