
Alanis Ribeiro Publicado em 27/09/2024, às 10:18
Na Baixada Santista, a diferença salarial entre homens e mulheres supera a média nacional. Um estudo recente da Strong Business School revelou que as mulheres na região ganham, em média, 27,2% menos que seus colegas homens, enquanto a média nacional é de 20,7%.
A pesquisa analisou empresas com mais de 100 funcionários, utilizando dados da RAIS de 2023 e do MTE. As discrepâncias salariais são especialmente evidentes em setores como Indústria de Transformação (-43,42%), Serviços Industriais de Utilidade Pública (-27,89%) e Serviços (-24,27%).
Sandro Maskio, economista da Strong Business School, atribui essas desigualdades a fatores históricos e culturais, destacando que as mulheres, ao entrarem mais tarde no mercado, enfrentam dificuldades em termos de barganha salarial, além de carregar a maior parte das responsabilidades familiares.
Os dados setoriais mostram variações significativas nas rendas médias:
A disparidade salarial na Baixada Santista piorou nos últimos anos, aumentando de 19,64% em 2019 para 27,22% em 2023, em parte devido à pandemia.
Apesar da redução da taxa de desemprego, os desafios estruturais e culturais persistem, com Maskio enfatizando a necessidade de mudanças nessa dinâmica.
Santos se destaca como a cidade com a maior proporção de mulheres no país, representando 54,6% da população local. No entanto, a diferença salarial na cidade atingiu 27,56% em 2023, com os setores mais críticos sendo semelhantes aos da Baixada Santista como um todo.
Com o objetivo de promover a igualdade salarial, o governo federal lançou o Plano Nacional de Igualdade Salarial, conforme a lei nº 14.611/2023.
