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Ansiedade ou esgotamento? Como saber quando o estresse deixa de ser normal

Psicóloga da Hapvida ensina a diferenciar o estresse cotidiano de sinais de ansiedade e burnout, e reforça a importância de cuidar da saúde emocional antes que os sintomas afetem a rotina

by Marina Roveda
agosto 27, 2026
in Saúde
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Ansiedade ou esgotamento? Como saber quando o estresse deixa de ser normal

Foto: Divulgação

Sentir estresse e preocupação diante de desafios faz parte do funcionamento natural do organismo. A questão surge quando esse estado deixa de ser passageiro e começa a afetar o sono, a concentração, o desempenho no trabalho, os relacionamentos e a qualidade de vida como um todo. Saber identificar esses sinais é fundamental para evitar que o desgaste emocional se intensifique.

O tema ganha destaque no Dia do Psicólogo, comemorado em 27 de agosto. Segundo a psicóloga Daise Rodrigues, da Hapvida, nem todo estresse configura um transtorno, mas a frequência e a intensidade dos sintomas são o que realmente merece atenção.

Ela explica que o estresse é uma reação natural do corpo diante de situações que pedem adaptação, e que o alerta surge quando ele se torna constante, intenso e passa a atrapalhar o dia a dia da pessoa.

Entre os indícios de que pode ser hora de buscar ajuda estão mudanças persistentes no sono, irritabilidade, dificuldade para se concentrar, sensação constante de preocupação, falta de energia, desânimo e perda de interesse por atividades que antes eram prazerosas. A ansiedade também costuma se manifestar no corpo, com tensão muscular, batimentos cardíacos acelerados e uma sensação permanente de alerta.

A psicóloga ressalta que o burnout é diferente da ansiedade e do estresse comum, pois está diretamente ligado ao ambiente de trabalho. A síndrome pode incluir exaustão profunda, afastamento emocional das tarefas profissionais e a sensação de não conseguir mais desempenhar as funções como antes.

Segundo Daise, o esgotamento característico do burnout pode chegar a um ponto em que a pessoa se sente distante emocionalmente do trabalho, sem energia e com a impressão de que não dá mais conta das próprias atividades — por isso, é essencial observar esse conjunto de sinais e não tratar o sofrimento como algo normal.

Mais do que buscar ajuda apenas quando os sintomas já atrapalham a rotina, o acompanhamento psicológico também pode ser usado de forma preventiva. Cuidar da saúde emocional passa por reconhecer os próprios limites, garantir momentos de descanso, manter uma boa rotina de sono, cultivar relações saudáveis e desenvolver formas de lidar com situações de pressão.

A psicóloga reforça que cuidar da mente não deve ser algo feito apenas em momentos de crise, já que a psicologia também atua na prevenção. Para ela, buscar autoconhecimento e aprender a reconhecer os próprios limites são atitudes essenciais de cuidado emocional.

Um dos maiores desafios, segundo a especialista, ainda é desconstruir a ideia de que procurar um psicólogo é sinal de que algo está errado. O acompanhamento profissional pode ser útil em diferentes fases da vida, ajudando a entender emoções, lidar com mudanças e conflitos, e construir uma rotina mais equilibrada.

Cuidado também com quem cuida

Essa atenção também precisa se estender ao ambiente de trabalho. Empresas e instituições têm papel fundamental na construção de ambientes mais saudáveis, com espaço para diálogo, respeito aos limites individuais e valorização do bem-estar dos colaboradores. No setor da saúde, esse cuidado ganha ainda mais importância, já que os profissionais lidam diariamente com situações que envolvem cuidado, fragilidade e responsabilidade pela vida de outras pessoas.

Entre as ações desenvolvidas pela Hapvida está o projeto “Acolher Quem Acolhe”, que reúne presencialmente equipes de diferentes áreas para momentos de conexão e reflexão sobre propósito, missão, visão e valores. Os encontros também abrem espaço para compartilhar histórias de pacientes e discutir situações vividas no dia a dia de quem trabalha diretamente com o cuidado.

A proposta busca ampliar o olhar para além das funções profissionais, convidando cada participante a refletir sobre seu papel na experiência de quem utiliza os serviços de saúde. A ideia central é lembrar que, por trás de cada profissional que cuida, existe também uma pessoa que precisa ser vista, ouvida e acolhida.

Neste Dia do Psicólogo, o convite é para prestar atenção aos sinais do corpo e das emoções. Reconhecer quando algo não vai bem e buscar apoio são gestos de cuidado e prevenção, tanto na vida pessoal quanto no ambiente de trabalho.

Tags: AnsiedadeBem-estar no TrabalhoBurnoutDia do PsicólogoEstresseHAPVIDAPrevençãoPsicologiaSaúde EmocionalSaúde Mental
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Marina Roveda

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